Na sombra desta “Escola do Porto” existe um “Lado B”, um lado outro, de estórias que escaparam às teses e aos livros. São estórias esquecidas, estórias secundárias, algumas inconsequentes outras rasuradas, estórias que tentámos pensar com um conjunto de entrevistas nem sempre concordantes entre si e que, no seu desacordo, evidenciam uma realidade mais complexa, com posições mais marginais. Desacordos que põem em causa a linearidade da história oficial e a imagem homogeneizadora da ideia de “Escola do Porto”. Estas estórias oscilam entre dois polos: entre a utopia social e política fortemente influenciada pelo Maio de 68; e a utopia formal e disciplinar que caracterizou o pensamento radical na década de 70. A narrativa proposta centra-se na geração que iniciou os estudos na ESBAP em 1970, e que opôs marxistas, leninistas, ou maoistas a trotskistas, situacionistas ou anarquistas.
Horário da Exposição
terça a domingo
10h00-19h00
SÁBADO 10 JANEIRO
11h00 Perspetivas sobre a Escola do Porto nos anos ´70
Mesa redonda com Eduardo Jorge Fernandes, Gonçalo Canto Moniz, Jorge Figueira e Raquel Paulino, com moderação de Pedro Bandeira
16h00 Go West! French architects and the American counter-culture
Caroline Maniaque Benton conversa com Joaquim Moreno