Na história, quatro personagens, dois casais que se vão cruzar e vão perceber que os pequenos dramas do dia-a-dia escondem algo maior. O caos diário aqui espelhado, os medos e preocupações que cabem na vida de todos, os afetos, a família, o medo da solidão, as tentações, a morte. O desenrolar da trama vai fazer com que as personagens se confrontem não só com os seus demónios mas também com os dos outros. O maior demónio de todos a espreitar a cada esquina da história: a solidão. Tudo nos leva a esse medo que, na peça, faz com que as personagens se transfigurem e se revelem. Revelam segredos e angústias, revelam mesquinhez e rancor, revelam ameaças e todos os demónios saltam pela fenda quebrada na perfeição da rotina. O desenrolar da vida com os defeitos que todos carregamos dentro dela, mesmo quando aparenta ser perfeita mas nunca o é porque, de facto, isso simplesmente não existe. Porque se houvesse perfeição ela seria solidão.