“Tartufo” é dirigida, pela terceira vez, pelo encenador Rogério de Carvalho e trata temas sempre atuais, o oportunismo, o individualismo e a hipocrisia. O tema, a genialidade do texto e a crítica corrosiva tornam a peça intemporal, tendo-se afirmado como um dos grandes clássicos da literatura francesa. Numa comédia mordaz, Molière aproveita-se do riso para fazer uma crítica social da época, tendo o Clero como alvo principal, mas abrangendo a sociedade como um todo através das personagens-tipo. Como o encenador explicou, “Tartufo pode ser uma metáfora do nosso tempo. É uma questão de olharmos para as estruturas sociais que Molière enfrentou e olharmos para as nossas estruturas de hoje. É uma peça que critica os excessos, que infetam o homem como se de uma doença se tratasse.”