Em plena era da globalização, esta peça aborda o conceito que temos de “casa”. Todos podemos ir para algum lado, mas a questão que se impõe é o que nos faz voltar. A adaptação desta obra vem com a reflexão que nos motiva para tentar perceber o lugar que ocupamos no mundo, num tempo de voos low cost, da world wide web e do skype, as megacidades, do facilitismo da mobilidade. São tempos em que a crise faz temer o futuro e em que todos conhecemos alguém que vai emigrar ou já emigrou há procura das oportunidades que o seu “lar” lhe negou. A estrada de tijolos amarelos como um caminho para falar de coisas sérias, do mundo, do nosso mundo no nosso tempo. Uma peça que nos obriga a fazer a viagem com Dorothy e tirar as nossas conclusões sobre o que é ir mas também sobre o que é regressar. Porque precisamos de sair de onde estamos, o que é isso que nos move e que nos faz procurar. Procurar o quê? E por que queremos voltar depois da demanda.