Os Toulouse sempre tiveram queda para a pintura, para a viagem e para o etéreo — nesta amálgama, existem entre a canção pop, doce, e as cores vivas dos efeitos de imbuir guitarra em açúcar. O quarteto de Guimarães editou a cassete de estreia, “Juice”, em 2015, preparando terreno para a seleção dos pantones com que iriam colorir os próximos passos, dos quais desabrocha o primeiro álbum “Yuhng”, um registo sonhador, enérgico, com um travo naïve. Será difícil o coração oferecer resistência ao que os ouvidos tão simplesmente abraçam: melodias encantatórias, e um esgar de quem não vive neste mundo. Entre o gingar indie e as guitarras dobradas e retransformadas em modulações suaves, o sucessor de “Juice” agarra com refrões uma imaginação que se tinge de paisagens sublimes, sonhadoras e com um brilho comovente.
Sexta 17 março, 19h00
Conversa informal com os Toulouse
Moderada por Samuel Silva