O sólido percurso deste quarteto num contexto que se pode qualificar de periférico em relação aos grandes centros de criação jazzística (a Europa e os Estados Unidos da América), a qualidade dos instrumentistas que o integram e a vontade do Guimarães Jazz em diversificar cada vez mais a sua abordagem ao fenómeno contemporâneo do jazz justificam plenamente a sua presença no festival. Os Quatro a Zero interpretam um repertório escolhido dentro do vasto universo do choro e tocam também as suas próprias composições, sendo que exprimem, em ambas variantes, uma música com uma dimensão lúdica e habitada pelo espírito da tradição musical do Brasil profundo e popular, na qual o choro é abordado sob o prisma da música contemporânea.