Foram, durante muito tempo, o segredo mais bem guardado da música portuguesa. Acarinhados por vários quadrantes artísticos e elevados a objeto de culto pelos que os viram a fustigar audiências inteiras com as guitarras em riste, os Evols conseguiram a proeza de criar uma sonoridade realmente diversa: post-rock, noise, indie, shoegaze, tudo valia para classificar o trio nortenho. Em 2014, o projeto evoluiu para quinteto (às três guitarras juntaram-se um baixo e uma bateria), iniciando-se assim uma nova fase, em termos criativos, para a banda. Após árduo trabalho e ainda mais longa espera, o álbum “II”, lançado na Wasser Bassin, promete ser uma das pérolas da produção musical independente de 2015, em Portugal. Os singles “Shelter” e “Kindness and Talk” já circulam na rádio e na web, revelando uma sonoridade que, apesar de próxima com as raízes profundas do rock, trilha uma espécie de novo e inventivo caminho em direção a um paraíso melancólico e psicadélico.