Na verdade, o Manta congrega uma série de valores culturais únicos que fazem deste evento urbano um acontecimento distinto e cada vez mais participado. As dimensões naturais e arquitetónicas presentes na configuração do espaço que acolhe os concertos e a sensação de consumo tranquilo das performances artísticas remetem-nos para uma experiência sem vertigem. Seguindo a linha de programação dos últimos anos, as propostas desta edição repartem atenções entre o plano nacional e internacional. Na sexta-feira (04.09), celebraremos a carreira de um dos mais talentosos escritores de canções da nova vaga, Manel Cruz, ao mesmo tempo que ficaremos a conhecer parte dos seus novos projetos. Uma oportunidade de intersectar o passado e o futuro, com o tempo presente. No sábado (05.09), o Manta promove uma estreia internacional absoluta em Portugal, Angel Olsen, uma artista cintilante e cada vez mais destinada a estatuto planetário, tal como outras figuras que por cá passaram em edições anteriores. Angel, que já esteve no CCVF no outono de 2011, acompanhando Bonnie Prince Billy nas vozes, apresenta-se pela primeira vez em nome próprio com a versão ao vivo do magnífico álbum “Burn Your Fire for No Witness”. O Manta continua a escrever a sua história autêntica e a reunir afetos em torno da cultura e da arte, visões de um mundo que cria valor para a sociedade.