Em White Haus, João Vieira afasta-se da guitarra, sua companheira nos X-Wife, para se entregar a este novo desafio. A urgência pela criação não o deixou descansar e assim nasce este álbum sob novo pseudónimo. Depois de ter consagrado o seu nome na cena da música eletrónica quando vestia ainda o nome de DJ Kitten, João Vieira propõe agora um álbum que mostra bem uma personalidade original e fortemente vincada em que expõe, sem cedências, as várias influências que deram origem a este projeto. “Disco not Disco” e respetivos devaneios cósmicos, o Electro-Pop da BEF ou dos “Yazoo” em versão Dub, o proto-Tecno de Detroit e dos “Cybotron”, o mais ou menos ácido House dos primeiros anos de Chicago, o Prince e a geração dourada do R&B de Minneapolis e, claro, todo o pós-Punk que está na génese da sua formação resultou neste caldeirão fervilhante que emana modernidade.