Na sua recente passagem por Lisboa e pelo Porto, durante a primeira parte do concerto de Bill Callahan, Haley Fohr, aka Circuit des Yeux, provou a sua capacidade rara de saber preencher um palco. Vocalmente situada entre Nico, Diamanda Galás ou até Buffy Sainte-Marie, o veneno insinuado por tais referências cruza-se ocasionalmente com a fragilidade das suas composições. Sozinha, apenas munida dos seus instrumentos e do seu mundo interior, Haley Fohr convida cada um de nós a sentir as tempestades, as ondas e as brisas que definem a sua existência. Uma elegância possante, que será bem mais exposta nesta noite em Guimarães que lhe será essencialmente exclusiva.